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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

BALANÇO:



Momentaneamente em des-construção, esse é o momento em que me encontro, um tanto pelo clima imposto pelo fim do ano e outro tanto pelas mudanças fundamentais ocorridas durante esse ano de 2009.

O Teatro tem ganho outra proporção e outros rumos em minha vida, tenho conseguido expressar objetivamente as vontades, os vislumbres, as expectativas, as conquistas, as perdas, as escolhas, enfim o que permeia essa opção de vida. Estou com imensa vontade de partilhar de uma irmandade com a coragem e com isso conseguir me expressar, no sentido de ter um corpo mas condizente com o meu discurso, no sentido de com delicadeza dizer/mostrar o que penso, o que sinto, o que quero e também com delicadeza ouvir, com integridade e aberto à reflexão, deixando com que ela reverbere e me modifique.

As portas estão se mostrando, as possibilidades estão me encantando, estou me preparando para ir com precisão a um caminho. Um bicho me mordeu e o que isso causou e está causando é irreversível, outros bichos com ele vieram e a todo momento me mordem, estou picado.

Termino esse calendário de 2009 com caminhos que ainda continuarão a ser trilhados, com ansiedade e vontade incomum em relação às provocações e proposições feitas pelo Teatro vindas através da Mestra Mariana Senne, Instigado a propor e fazer, tanto em coletivo horizontal, tanto quanto proposições mais verticais, alucinado e louco pela imensidão de amor para receber e mais alucinado e louco pelo tanto de amor pra dar, e mais ainda apaixonado pela possibilidade de trocar, de experenciar, de viver.

Por fim, ótimo 2010, com CORAGEM, DELICADEZA E LUCIDEZ!

Merda, Evoé, Viva, É nóis, Fui...



Fernando Melo

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ó o auê aí ó

A Formação 12 do Núcleo de Fomação do Ator da Escola Livre de Teatro se apresentará nesta quinta, as 20h, na ELT - Praça Rui Barbosa - com o exercício chamado PARTES.

fotos da sala de ensiao:

Exercícios da Formação 12:


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Apesar de Você - Chico Buarque

Apesar de tudo isso, amanhã há de ser outro dia...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Caso dos Venenos


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O "Caso dos Venenos" é um episódio ocorrido em Paris entre 1670 e 1682, e que sacudiu a capital francesa e a Corte.
Em 1672, com a morte do oficial de cavalaria, Godin de Sainte-Croix, descobrem-se em seu papéis peças acusando sua amante, Marquesa de Brinvilliers, de ter envenenado seu próprio pai, seus dois irmãos e sua irmã para apropriar-se de suas partes na herança. A Marquesa de Brinvilliers foi julgada e executada em 1676.
Segredos de Polichinelo
Em 1677, a investigação revelou que uma certa Marie Bosse fornecera certa quantidade de venenos a esposas de membros do Parlamento que queriam envenenar seus maridos. Presa, Marie Bosse denunciou uma mulher, Montvoisin, dita "La Voisin", outros comparsas e um certo Lesarge. Como as revelações dos acusados recaiam sobre pessoas de qualidade, foi criada uma comissão especial para julgar sem apelação os acusados : a « Câmara Ardente ». Personalidades importantes, principalmente mulheres, foram então citadas : Madame de Vivonne (cunhada de Madame de Montespan), Madame de La Mothe, Mademoiselle des Œillets e Cato (criadas de quarto de Madame de Montespan), a Condessa de Soissons, a Condessa du Roure, a Viscondessa de Polignac, a Marechala de Luxembourg, e muitas outras.
O tenente de polícia La Reynie comandou uma investigação minuciosa, que juntou à acusação de envenenamento outros delitos : assassinato de crianças em missas negras rezadas por padres depravados (entre eles o tristemente célebre Étienne Guibourg), profanações de hóstias e até mesmo fabricação de dinheiro falso.
Porém este zelo por parte de La Reynie escondia a luta que se travava entre Louvois, Ministro da Guerra, e Jean-Baptiste Colbert. Louvois comandava uma investigação paralela e secreta por ordem do Rei, enquanto que os acusados mais ilustres eram pessoas próximas a Colbert, Ministro das Finanças da época.
Após a execução de sua mãe, a filha de "La Voisin" pôs em cheque a posição de Madame de Montespan : esta mantivera relações com "La Voisin", sem dúvida para obter, assim pensava ela, pós apropriados para conseguir o amor do Rei Luís XIV de França, além de haver participado de cerimônias de conjuração. A « Câmara Ardente » pronunciou contra comparsas secundários 36 condenações a morte e outras tantas às galés. As personalidades destacadas foram poupadas. A « Câmara Ardente » foi dissolvida em 1682 por ordem de Luís XIV, sem serem julgados os acusadores de Madame de Montespan, que foram encerrados em fortalezas reais, como a Fortaleza de Saint-André, em Salins-les-Bains.
La Voisin foi julgada com 36 cúmplices, condenada à morte e queimada na Praça de Grève, em 2 de Fevereiro de 1680. Vários condenados foram presos na cidadela de Vauban du Palais, em Belle-Île-en-Mer. Quanto a Madame de Montespan, ela não foi molestada, por proteção do rei (ela era mãe de seus filhos ilegítimos), e permaneceu na Corte. Bani-la seria mostrar sua culpa e o rei não queria que esta (como a de Racine) se tornasse pública. Madame de Montespan, relegada a um modesto apartamento no Palácio de Versailles, caiu em desgraça, assim permanecendo por dez anos ; o rei só passava em frente a seus aposentos quando de dirigia aos de Madame de Maintenon.

Filme

A trama histórica foi tomada, de maneira levemente romanceada, pelo cineasta Henri Decoin, em seu filme "L'Affaire des Poisons" (1955), com Viviane Romance (Catherine Deshayes dita "la Voisin") e Danielle Darrieux (Madame de Montespan), Maurice Tenace (La Reynie ), Pierre Monde (Degré, oficial de polícia sob ordens de La Reynie) e ainda com Paul Meurisse, um abade demoníaco.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Exercicios Cênicos da F12


PS.: o exercício "Salve o Prazer" será apresentado às 20 horas. Faltou essa informação no cartaz... ;-)


A Programação completa da Mostra de Processos daEscola Livre de Teatro no blog: http://escolalivredeteatro.blogspot.com/


quinta-feira, 25 de junho de 2009


Relato aula da Verônica dia 19/06/09

Estou me repetindo mais não consigo outra definição. Esta semana foi dolorida e libertadora.
Sexta-feira. Aula da Veros.
Muca e Yuri nos presenteou com uma recepção a altura desta semana.
A meia Luz, Bexigas e musica.
Deixar que a musica e a bexiga conduza o movimento, cada pessoa escreveu em sua bexiga uma palavra ou frase que simbolize a semana.
E o que no começo não passava de tímidos toques na bexiga, tornou se uma divertida brincadeira infantil ( no melhor sentido da palavra)./Turbilhão de emoções, cumplicidade, amor, dor... e muitas outras palavras que não tomei conhecimento mas que tenho certeza, me representava.
Meu corpo se espalha no chão,em meu peito descansa o “não julgamento”, musica invade meu ouvido e lagrimas pintam em minha face toda a emoção da semana.
Bexigas explodem com uma queima de fogos, marcando mais um inicio da F12... Nosso segundo rito de passagem.
Veros conduz a aula a partir deste nosso estado.
A “Corda”, nunca foi tão tranqüila, teve musica risos, mas o silêncio prevaleceu, eu como espectadora, tive o privilégio de observar, uma Sabrina mais calma, um Yuri menos competitivo e o mais Lindo uma Ma Fê menos pensante, deixando o corpo falar, e até tranqüilizando o Ale.
Percebi que nos olhamos mais, ou melhor, nos VEMOS mais.
Continuando com as sérias “brincadeiras de criança.jogamos a ação das palavras, exercitando a concentração , escuta e improviso.
Seguimos com nosso exercícios cotidianos, rolamentos,pontes etc..
Temos agora que fazer 4 imagens com o corpo, escolhemos 4 lugares diferentes na sala, para cada movimento, e ao comando de Veros, fazemos a imagem no lugar correspondente. Depois nos unimos em grupos unindo nossas imagens as dos colegas seguindo os comando de Veros, trabalham,os a escuta e troca...
E para exaltar o silêncio fomos orientados, a se dividir em grupos e através desse exercício montar uma cena sem falar, o resultado foi legal.
Para fechar com chave de ouro, Veros colocou a musica com a qual se apresentou na primeira aula, cantamos dançamos e nos percebemos mudados.

Aprendendo a Jogar

Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas aprendendo a jogar
Água mole em pedra dura
Mais vale que dois voando
Se eu nascesse assim pra lua
Não estaria trabalhando
Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas aprendendo a jogar
Mas em casa de ferreiro
Quem com ferro se fere a tudo
Cria fama,
deita na cama
Quero ver o berreiro na hora do ronco
Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas aprendendo a jogar
Quem tem pavor do cachorro
Quer sarna pra se coça
rBoca fechada não entra besouro
Macaco que muito pula quer dançar


terça-feira, 23 de junho de 2009

dedo na ferida


Estou num momento de busca.
Sempre fui meio sem identidade, cresci vendo Xuxa na tv, não era Preta nem branca...
Tinha como titulo parda... alguns me chamavam índia, outros negrinha, mas seja como for era sempre por rotulo.
Crescer nesta época me causou a falta de identidade...
Hoje aos 32anos ainda luto contra todo o peso de minha infância.
Ainda hoje, por mais segura que pareça, tem camadas tão profundas em meu ser, que tenho que exorcizar.
Ontem Denise Weinberg , minha Mestre querida, pois o dedo na ferida, e doeu, doeu muito.
Como uma vida de repressão, nos prejudica em cena, como hoje, depois de tanto tempo, e me pensando liberta e madura, sou eu meu próprio carrasco.
A pergunta do dia é como me libertar de mim mesma? Como me permitir ...na vida e na arte a experimentar ?
Sozinha eu não posso, não consigo.
Na arte (neste momento)com vc´s F12 e aqui estou pra pedir ajuda, me puxem do abismo do meu eu. Tirem de minhas mão o chicote.
A você Denise Obrigada, eu precisava muito ouvir, muito mesmo. E tenha a certeza, vou me permitir.

Patricia Leal

sexta-feira, 19 de junho de 2009




Corpo Samba


Os pés leves e descalços
Me levam a arrastar na terra seca
Me transporta ao desconhecido, e nesse corpo vivo
Entrega a cada batida, a cada instante
Torno então dançante, errante
O samba quando bate na alma vibra, coração acalma
Pele vibra, tudo festa como estrela que brilha no vão da rua
Sente, canta e pede a energia que pulsa em cada membro
Viver o samba na pele, viver a pele no samba
Na pele viver samba
Pés do corpo samba que faz da alma pulso bamba
Nheque-nheque de transar e xique-xique deslizar
Testosterona com pandeiro na cabeça
Cadência dança sexo que é mais que ciência
Lá de longe me chama pra roda
Coro de corpos que é todo samba
Chama pra avenida, só quem é bamba
Na rua ou no boteco do Zé, só não vai quem é Mané
A cada passo vou tentando deixar o resto do corpo acompanhar
A cada resto do povo surge um samba novo
Nesse samba sede inteiro, até cair na transpirante gozação
Rasga tua fantasia
Confete e purpurina de máscara ao chão!
Deixe que venha resplandecer tua beleza na nostalgia de todo dia
Dia Noite
Espanta os pés no cheiro do pandeiro
Que coisa avulsa não dá samba
Só dois requebrados
E prazer





















Corpo Samba
Os pés leves e descalços
Me levam a arrastar na terra seca
Me transporta ao desconhecido, e nesse corpo vivo
Entrega a cada batida, a cada instante
Torno então dançante, errante
O samba quando bate na alma vibra, coração acalma
Pele vibra, tudo festa como estrela que brilha no vão da rua
Sente, canta e pede a energia que pulsa em cada membro
Viver o samba na pele, viver a pele no samba
Na pele viver samba
Pés do corpo samba que faz da alma pulso bamba
Nheque-nheque de transar e xique-xique deslizar
Testosterona com pandeiro na cabeça
Cadência dança sexo que é mais que ciência
Lá de longe me chama pra roda
Coro de corpos que é todo samba
Chama pra avenida, só quem é bamba
Na rua ou no boteco do Zé, só não vai quem é Mané
A cada passo vou tentando deixar o resto do corpo acompanhar
A cada resto do povo surge um samba novo
Nesse samba sede inteiro, até cair na transpirante gozação
Rasga tua fantasia
Confete e purpurina de máscara ao chão!
Deixe que venha resplandecer tua beleza na nostalgia de todo dia
Dia Noite
Espanta os pés no cheiro do pandeiro
Que coisa avulsa não dá samba
Só dois requebrados
E prazer
Formação 12

Que semana mais difícil e libertadora


SEGUNDA - ganhei este lindo presente de Jade.
TERÇA-Estou e meu momento ostra, pensando no meu eu e tentando a todo vapor me organizar.
Terça nos f12 tivemos nossa partilha algo que esperávamos muito tempo, eu estava sem voz( segundo o Fernando uma providencia Divina) mas na verdade não tinha muito o que falar queria ouvir, e ouvi. Segundo dois colegas, Julio e Rafael, estou fazendo corpo mole, o primeiro a dizer foi o Julio e minha primeira reação foi de pensar que ele não sabe do meu dia nem do que tenho passado, duas pessoas depois, percebi o qto isto estava me prendendo. Pensei em todas as aulas, pensei em como sempre fui em relação ao teatro e em como tenho sido por estes dias.O Julio tem toda a razão, estou fazendo corpo mole sim, e permitindo que tudo o que ouço das pessoas ao meu redor (família) consigam minar meus sonho e força de lutar.Qdo o Rafa repetiu as palavra de Julio eu quase aplaudi, (Rafa é alguém muito especial pra mim, fizemos nossa cena juntos para o teste da ELT, passamos por divergências criativas mas isso me deixou muito próxima dele) enquanto ele falava lembrei de nossos ensaios lembrei de MIM. Chega. Tenho de voltar a ser o que sou!
E o André se despediu da gente, pra mim foi tão doido, o Dé é uma pessoa que apreendi a amar, e mesmo sabendo que isso ia acontecer, foi muito dura a realidade
.

http://eusounegrinha.blogspot.com/



QUARTA – “As vezes ouvimos tanto das pessoas que não somos capaz, que nossos sonho são apenas sonhos que acabamos minados por isso...”
Ensaio de Salve o Prazer, Conversei com Marcelo sobre algo que tinha me dito na noite anterior e que me magoou muito. Não o que disse mas a forma. No decorrer de nossa fala, percebi que na verdade toda minha mágoa não era com ele, mas que sua forma de falar, me lembrou a maneira como por vezes sou tratada por minha família de como quando vou compartilhar uma vitória em minha vida artística, fazem parecer a pior coisa do mundo, de como sou julga e condenada a mãe que abandona a cria para vagabundear com essa “besteira de teatro”.
As fichas caíram ainda mais ao ver o documentário que o Mestre Cris trouxe sobre o Galpão.
QUINTA- O lindo presente de “D”, num papo enriquecedor.
Mas no final a bomba da Yumi, minha menina, deixa seu posto de ator aprendiz, para mestre amiga maquiadora... TE AMO YUMI E ISSO È PRA VIDA!!!!!!
Tudo isso apesar das lagrimas na face, me deu uma força gigante uma gana , uma vontade de mostrar ao mundo que sonhos não soa para deixar alegre o travesseiro, sonhos são para se realizar, Vamos juntos F12, lutando contra o mundo, apenas com o amor a nosso oficio
.
“Santinho pequenininho de coração
Assim, assim pequenininho protege sua legião
Abençoa nosso ofício que o drama , que o riso, de forma
Assim, assim pequenininha conserva todos os corações
Abençoa nosso oficio que o drama, que o riso, de forma
Assim, assim pequenininha conceda nosso ganha pão
São Genésio protege sua legião
São Genésio conserva todos os corações
São Genésio concede o nosso ganha pão. “
AMÉM!!!

E HOJE??? – hoje é festa, vamos exorcisaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrr
Me pega, me pega, me pega, me pega, me pegaaaaaaaaaaaa.
Que tem coragem me paga AGORAAAAAAAAA!!!!!!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dia 16/06/2009 - Partilha - Visão da Gi!

VOLTE PARA O SEU LAR! - Arnaldo Antunes

Aqui nesta casa,ninguém quer a sua boa educação
Nos dias que tem comida,comemos comida com a mão
E quando a polícia, doença, distância ou alguma discussão
Nos separam de um irmão
Sentimos que nunca acaba,de caber mais dor no coração
Mas não choramos à toa
Não choramos à toa

Aqui nessa tribo,ninguém quer a sua catequisação
Falamos a sua língua,mas não entendemos o seu sermão
Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão
Mas não sorrimos à toa
Não sorrimos à toa

Aqui nesse barco,ninguém quer a sua orientação
Não temos perspectivas,mas o vento nos dá a direção
A vida é que vai à deriva,é a nossa condução
Mas não seguimos à toa
Não seguimos à toa

Volte para o seu lar
Volte para lá



Um dia muito importante!
André merda aí no seu caminho, seja feliz querido !
E galera vamos em frente , adoro estar aki!

Bjobjo

terça-feira, 9 de junho de 2009

Novas postagens no Salve o Prazer!!!
salveoprazer.blogspot.com

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Simplesmente, Eduardo Galeano



"No Brasil, as empresas privadas de segurança formam um exército cinco vezes mais numeroso que as forças armadas. Somando-se os empregados legais e os ilegais, chega-se ao milhão e meio. Este é o setor mais dinâmico da economia do país com a mais injusta distribuição de renda do mundo. Uma implacável cadeia produtiva: o Brasil produz injustiça. Que produz violência. Que produz medo. Que produz trabalho!"

***



"O filósofo britânico Samuel Johnson dizia, em meados do século 18: “A segurança, dê no que dê, será sempre o melhor”. Dois séculos depois, dizia o filósofo italiano Benito Mussolini: “Na história da humanidade, a polícia sempre chegou antes do professor”. E agora, neste início de século 21, grandes cartazes nos advertem nos supermercados e nos shopping centers: “Sorria. Para sua segurança, você está sendo filmado”."

***

A linguagem, as coisas e seus nomes...

Eduardo Galeano

(Do livro De pernas pro ar, editora L&PM)

Na era vitoriana era proibido fazer menção às calças na presença de uma senhorita. Hoje em dia, não fica bem dizer certas coisas perante a opinião pública:
O capitalismo exibe o nome artístico de economia de mercado;
O imperialismo se chama globalização;
As vítimas do imperialismo se chamam países em via de desenvolvimento, que é como chamar de meninos aos anões;
O oportunismo se chama pragmatismo;
A traição se chama realismo;
Os pobres se chamam carentes, ou carenciados, ou pessoas de escassos recursos;
A expulsão dos meninos pobres do sistema educativo é conhecida pelo nome de deserção escolar;
O direito do patrão de despedir sem indenização nem explicação se chama flexibilização laboral;
A linguagem oficial reconhece os direitos das mulheres entre os direitos das minorias, como se a metade masculina da humanidade fosse a maioria;em lugar de ditadura militar, se diz processo.
As torturas são chamadas de constrangimentos ilegais ou também pressões físicas e psicológicas;
Quando os ladrões são de boa família, não são ladrões, são cleoptomaníacos;
O saque dos fundos públicos pelos políticos corruptos atende ao nome deenriquecimento ilícito;
Chamam-se acidentes os crimes cometidos pelos motoristas de automóveis;
Em vez de cego, se diz deficiente visual;
Um negro é um homem de cor;
Onde se diz longa e penosa enfermidade, deve-se ler câncer ou AIDS;
Mal súbito significa infarto;
Nunca se diz morte, mas desaparecimento físico;
Tampouco são mortos os seres humanos aniquilados nas operações militares: os mortos em batalha são baixas e os civis, que nada têm a ver com o peixe e sempre pagam o pato, danos colaterais;
Em 1995, quando das explosões nucleares da França no Pacífico Sul, o embaixador francês na Nova Zelândia declarou: “Não gosto da palavra bomba. Não são bombas. São artefatos que explodem”;
Chama-se Conviver alguns dos bandos assassinos da Colômbia, que agem sob proteção militar;
Dignidade era o nome de um dos campos de concentração da ditadura chilena e Liberdade o maior presídio da ditadura uruguaia;
Chama-se Paz e Justiça o grupo militar que, em 1997, matou pelas costas quarenta e cinco camponeses, quase todos mulheres e crianças, que rezavam numa igreja do povoado de Acteal, em Chiapas.

***


sábado, 23 de maio de 2009

Resumo da Semana

(acrescentem: se eu esqueci algo; ou retirem: se eu coloquei algo a mais)


Segunda - Interpretação (Alex Tenório)
Aquecimento com o bastão.
Em primeiro momento, trabalhamos as cenas do texto do Ionesco e do texto do Gonçalves Dias. Depois, retomamos o trabalho de cenas do Tenesse Williams.

Terça - Teoria (Alê Mate)
Sambamos (rs). Fizemos leitura do Segundo Ato do texto de Zeno Wilde, Salve o Prazer.

Quarta - Música (Cris Gouveia)
Especificamos as músicas que estão sendo trabalhadas até agora no texto do Zeno Wilde, Salve o Prazer. Aprendemos, como um verdadeiro samba, na oralidade, uma música do Noel Rosa, Filosofia.


Música do Noel na voz e nas mãos de Paulinho da Viola:


Quinta - Interpretação (Alex Tenório)
Nos aquecemos com o bastão, onde fomos interrompidos com uma intervenção da Formação 13, nos chamando para a festa de retribuição. Pois bem, estávamos tão concentrados no exercício que demoramos pra entender o que aquele povo fazia ali, cantando: "É com esse que eu vou sambar até cair no chão"
Trabalhadas mais algumas cenas do Ionesco e do Golçalves Dias. Logo isso, começamos a leitura de um texto de Arthur Miller, As Bruxas de Salém.

Sexta - Corpo (Verônica Nóbili)
Fomos recepcionados pela Mafê e Edu (com participação do Muca, como editor de vídeo), falando um pouco sobre a umbiga, como origem do samba. Na conversa, citamos o jongo, coco, umbigada, tambor de crioula, samba da vela, choro e as escolas de samba. Construimos uma poesia coletiva chamada Corpo Samba.

Voltamos ao estado fetal e nascemos. Tivemos Susuki, apoios, rolamento, dança e o grande trabalho de coreografia com toda a turma, 25 pessoas.



Pra gente beber cultura popular brasileira:

Morro do Querosene - Festa típica de rua da Cultura Brasileira. Tem três festas ao ano: Nascimento(resssureição) do Boi, Batizado do Boi e Morte do Boi. Se apresentam grupos de maracatu, cirandeiros, boizinho-mirim, caboclinhos, sempre rola uma rodinha de samba e no final, geralmente, tem o Tambor de Crioula (que tem a umbigada também, assim como o coco).
Quando? Nascimento(ressureição) do Boi: Abril (sábado de Aleluia) / Batizado do Boi: Junho / Morte do Boi: Novembro (primavera)
Onde? Morro do Querosone, perto do Instituto Butatã



foto de lilian ganzerla: Morro do Querosene na festa de Nascimento do Boi em 2009


foto de lilian ganzerla: Tambor de Crioula na festa de Nscimento do Boi em 2009


Baitaclã - Também uma Cia de Teatro, trabalha com Ritmos Brasileiros (coco, maracatu, tambor de crioula, jongo, samba enredo, ciranda, congo)
Quando? ???
Onde? Galpão do Clã, Rua Prof Onofre Penteado Jr, 51, Planalto Paulista

Benedito Calixto - Feira da praça: com artesanato, roupas, antiguidades, quadros, alimentação e outras coisas. Dentro deste projeto acontece o Chorinho na Praça.
Quando? Sabádo, das 14h30 as 18h30
Onde? Praça Benedito Calixto

Tradição de Ouro - Escola de Samba da Comunidade das Casas Populares de Sta Terezinha (Popular), foi campeã 2009 do desfile das Escolas de Samba de Santo André.
Quando? ???
Onde? Galpão da Tradição de Ouro na praça da Popular, Sta Terezinha, Sto André.

Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=7484290

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Impressões Sobre o Processo - 2009.

.

.
“Tenho companhias
aqui
Aqui encontro companhias
Desavenças aqui
Encontros aqui
Companhias aqui
Vivo aqui
Morro aqui
Choro, sorriso, conversa
Aqui
Aqui
Aqui
Renasço todo dia
Aqui.”
(Lilian)

***
“Hoje, 15 de maio (2009), encerramos um pequeno processo que começamos em março!
Eu estava há uns 3 ou 4 anos afastada da formação, me dedicando aos núcleos “Narrativas de Passagem” e “Teatro de Rua”, então esses dois primeiros meses de trabalho na F12 foram de me adaptar de novo a uma turma de formação, com 25 aprendizes, e eles comigo. Fora o esquema colaborativo a que nos propomos, precisei começar a ver o que os outros mestres estavam trabalhando e nesse tempo comecei a ter uma idéia do que e aonde vou mexer para suprir possíveis necessidades cênicas dos meninos nas outras aulas.
Paralelamente, para conhecer o corpo dos aprendizes e como é essa turma, propus um trabalho de composição e partitura do movimento que partiu de uma imagem proposta por eles. A princípio cada um trazia sua seqüência de movimentos, em seguida fui juntando duplas, das duplas, quartetos, dos quartetos, grupos maiores até que chegamos a uma única cena, encerrando nosso ‘bimestre’ dessa forma.
A partir da semana que vem vamos cair no samba! Literalmente! Quem não entendeu, veja o link ‘Salve o Prazer’ e acompanhe o processo do Alexandre Matte!” (Verônica Nóbile)

***
“Uma das coisas que tenho observado na F-12 é a união. Acho isso fundamental para um grupo. A união que me refiro é a força que eles têm juntos. Além dessa união, existe também uma solidariedade e cobrança muito positivos. No início, a F-12 se mostrou uma turma muito afobada. Aos poucos eles foram se controlando e se organizando. Estou muito empolgado com o processo dos aprendizes da F-12. Acredito nessa turma, são bem criativos, mas às vezes cabeções demais.
Por enquanto é isso. Pra terminar, uma frase:
- Menos é mais. -
MERDA, APRENDIZES!” (Diego – Estagiário/Pedagogia)


***
“E eu porque não fazer em si dizer e não simplificar o átomo ainda treme pouco
Terá que trimilicar mais assumir lados extravagantes
Extravagância arrancar mesmo pontes frouxas
Aprofundar razão de estar explosão
Estar explosão
Também aceitar espinhos tantos verbos melhor verbalizar
Ou fenecer verbo
Fenecer verbo
Verbo
Ser severo mais muito mais ou plim
Plim?” (Edu)

***
“Estamos mais velhos, mais maduros e às vezes mais intolerantes. Nos amamos, sim. Principalmente quando somos conduzidos com maestria. Amamos o trabalho, o canto, mas nem tanto as idéias, as discussões. Armaduras ainda leves, serenidade ainda breve, assim estamos. Superfície, ainda no possível. Crescemos, ainda não transcendemos.” (Alexandre)

***
“Peço licença para questionar!
O que me questiono no processo como um todo, não é nem o processo em si, mas sim, a Formação no processo. Até quando estaremos em fase de adaptação? Até quando precisaremos de alguém chamando-nos a atenção para nossos desleixos, nossas preguiças, nossas ignorâncias, no sentido da grosseria?” (Sabrina)

***
“Esse é o ano da limpeza. Limpeza geral! Limpa mão, pé, caras e bocas! Um novo momento importante para nós, individualmente, coletivamente e o mais valioso: Artisticamente. Pra mim, é o ano do vale tudo. Não há mais tempo para o acomodar-se. É hora de nos apoiarmos uns aos outros, descobrir e aproveitar a densidade que cada um tem a ofereçer.
Só sei que estou amando tudo. A cada dia é só complementar!”
(Vanderson)

***
“Mar...
Calmaria...
Infinita???
Quero o mar...
revolto...
tempestuoso...
triste...
dançando...
mergulho...
Vejo sereias cantando...
Sedução...
A busca da verdade...
Tempestade muda...
Respeito...
Quando coloco o pé...
Na areia cheias de história...” (Naty)

***
“Muita dificuldade na vida que reverbera no trabalho.
Dificuldade de separação da vida do trabalho.
Agora no final, amenizando, mas, muito dolorido retirar algumas amarras.
Resumindo, um dos semestres mais difíceis tanto para o trabalho quanto para a vida.”

***
“Sinto que aos poucos, a intimidade da turma começa a aumentar; aos poucos.
A sensualidade vem surgindo, de fato.
O corpo abrindo um leque de possibilidades, e outro leque (o de ‘qualquer coisa, qualquer mão’) se fechando.
Intimidade vocal.
Falta-nos ainda o silêncio, quando necessário.
Meu corpo, sinto perder um pouco de tônus.
O casamento das aulas me interessa.” (Roya)

***
“O corpo fala
A boca cala
O medo vem
O corpo cresce
A voz some
O medo vem
A voz ocupa o espaço do corpo
Os movimentos dizem o que não quero
Procuro, procuro, procuro...continuo
Minha voz aparece e meu corpo ainda está aqui!
Eu tenho medo mas
Meu corpo se movimenta
Eu fico e me vejo no outro
Ainda tenho medo. Me assusto
Viva!” (Tererê)

***
“Difícil

lidar com o tempo que tenho; ler, ensaiar, conversar, dormir, treinar, preparar, chorar, cantar...
aula do Alex e Denise que tem mexido muito comigo, com meu jeitinho, minhas melindragens, minhas imagens, minhas palavras...uma dificuldade que estou transferindo para o lugar do desafio.

Gostoso

Ver as pessoas cantarem individualmente. Foi um processo que me emocionou muito.

Tudo o que vem além disso não consigo definir bem como é para mim. É uma mistura de tudo e sem dúvida um processo muito doloroso, que eu tenho certeza que, se eu sair viva, vai ser uma das coisas mais loucas valorosas que vou carregar na minha vida.

É isso?” (Yumi)

***
“Primeiro assim
saber falar
e colocar-se
à prova no fogo
Queimar a criação
e renascer com
as palavras
Falar é necessário
tanto para mim
quanto para você
Então vamos nus
escutar.” (Júlio)

***
“Este ano as coisas estão muito mais delicadas no que diz respeito às técnicas e descobertas
O trabalho está muito mais minucioso e por isso, talvez, evoluo mais lentamente, o que é natural, afinal é tudo muito novo, ao menos para mim. Vamos com calma.”

***
“Perdido! É a primeira sensação que me vem à cabeça, não sei, talvez pelo fato de que no ano passado eu conseguia interligar as aulas. Hoje eu sinto uma tremenda dificuldade em faze-lo. Sinto como se cada aula fosse um bloco separado. Não que isso me impeça de aprender, mas sinto que podia ser mais, que eu podia dar muito mais de mim. Não sei...acho que estou em crise novamente. Talvez isso seja uma constante aqui nesse espaço.”

***
“Nesse meio de dias denominados como números, denomino aqui e agora como sensações, dores, risos, turbulências e calmaria.
Cada aula traz suas particularidades que se transformam em algo mais em mim. Tenho me descoberto mais melodramática, mais realista, mais sensual, mais sambista e movida pela música, estou descobrindo coisas.
Só tenho uma certeza agora, que gosto de estar aqui, que estou vivendo o que é estar na ELT – Formação 12. Sei que me irrito e fico triste com as faltas, as faltas de pessoas, de silêncio, de presença do aqui e agora.
Bem, estou aqui disposta e gostando de estar aqui!” (Gislaine)

***
“As coisas mudaram. A prática está na teoria e a teoria exige a prática. As crises pessoais e coletivas começam a aparecer. ‘O teatro é uma opção de vida, e não uma profissão’. De qualquer forma, o teatro vive em mim? É preciso a exaustão até no ato de pensar. Estamos sentados na cadeira elétrica. As minhas frases estão fora de ordem, ta?!” (Rafael)

***
“???????????
Ainda não entendi a proposta, por vezes sinto muito jogado, sei lá. Sinto muita falta das provocações e inquietações provocadas pelo Edi e Ale. Sinto falta do ritmo frenético de criação.
Amo gostar das aulas de corpo, pois depois de um ano adiando, sentindo dor e etc, tem sido bem gostoso acordar sentindo o corpo presente e sem dor.
Alex e Denise...Bem, Denise ainda não deu para sentir, tenho muita admiração mas ainda não tenho o que dizer.
Alex...tem sido bem produtivo, consigo perceber coisas que antes não.
O Cris...bem, ainda estou na expectativa e confesso ainda não entender o que é a aula de música, mas tenho vontade de absorver o máximo sem me preocupar.
Bem, o Ale é sempre o Ale...um ser que se justapõe a mim e sempre me transforma.
Quanto a mim, me sinto muito relaxada. Me acostumei demais com os puxões do Edi e por conta disso relaxei este ano. Mas percebido isso, eu mesma estou pegando no meu pé.”
(Paty)
***
“Realismo...realismo? Um universo de possibilidades se revelando na pesquisa individual de repertório interpretativo. Para depois...depois?
Ser épico, real, absurdo, expressionista, contanto que de verdade, na verdade: linguagem viva.” (MaFê)

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Difícil, para mim, a questão da exposição.
Difícil, para mim, não dormir e acordar teatro nesse segundo ano tão intenso...
Difícil, para mim, esse espaço tão reduzido de Escola que ocupamos esse ano. Ele nos diz algo sobre a intensificação, individualização, tamanho das coisas.
Diz?
Difícil, para mim, é muitas vezes o silêncio, e a falta dele.
Difícil, para mim, lidar com pessoas que não colocam o que pensam no processo de trabalho. E também as que só colocam o que pensam.
Difícil, para mim, é abandonar o meu ‘eu’ para dar espaço a outros ‘eus’ possíveis.
Engraçado...o Word corrige ‘eus’. A palavra do mundo parece não reconhecer esse tipo de pluralidade.
No mais...descoberta constante do corpo, do outro, de mim mesma, da música, do pandeiro do André (rs), do Osmar, da Paty, meu...
O fato é que ‘sempre falta uma palavra’
FALTA. (Jade)
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“Sinto que a turma se cobra pouco e não se abre (e também não está acostumada) a receber críticas. Tenho dificuldades em lidar com a ‘disponibilidade para a aula’, pois devido aos compromissos do dia-a-dia sinto que a turma não dá nem 50% para a Escola, chegando muitas pessoas cansadas e pouco dispostas a REALMENTE trabalhar.
Gostaria também de mais ‘pulso firme’ dos mestres, cobrando muito mais da turma.”
(Conrado)
***
“Processo...Processo...Eu processo!
Estou a processar as informações, os ensinamentos, as pessoas, as
dúvidas...Estou a processar.
O processo para mim vem sendo muito
mais intenso do que o ano anterior. Isto por causa da minha dedicação e da
dedicação deste coletivo como um todo, que é a F-12.
Nesta INTENSIDADE, falando das individualidades, às vezes me cobro para fazer mais do que já estou fazendo. E penso que vou encher minha cumbuca até onde couber; com calma e tranqüilidade para captar os ensinamentos com INTEIREZA. Mas, aí vem, novamente, o pensamento de que tenho de fazer mais e mais e mais...E. novamente, me acalmo, criando
FOCOS.
Venho sentindo PRAZER no Samba, no Melodrama, no Realismo e até no Hino de Piracicaba (rs). E o TESÃO é o que me importa. Lógico que entro em conflitos: comigo, com os outros, com os mestres, com o aprendizado...Mas é isto que me põe em movimento – e é isto que estou a buscar: MOVIMENTO.” (Lilian)

***
“Sinto-me totalmente perdido nas aulas de música, talvez por não entender absolutamente nada. Não sei muito o que dizer...sei que é uma parada de extrema importância, mas acho que não gosto dessa aula, que quando acaba eu me sinto neuroticamente vazio.
Sinto falta das aulas de voz e penso se não seria a hora da escola repensar em processos que estejam presentes as aulas de voz também.
Quanto à aula de música, estou começando aprender a tocar violão. Tenho uma necessidade de aprender para saber se gosto ou não. Mas eu vou tentar!”

***
“Tenho dificuldade em estar tranqüila, respirar em cena, e a sensação é que isso deva estar acontecendo somente comigo.
Minhas crises provocadas me provocam reflexões...e em uma delas descobri algo que está sendo valioso no meu processo: excluí, apaguei do meu vocabulário o ‘não consigo’ e substituí por ‘não quero’, pois me dei conta de que TUDO o que quero, eu consigo!”
(Karina)

***
“Como saber se o que faço é certo, porque não me agüento, sempre...sempre é como cair de uma montanha russa. Quando? Quando? Até quando? Eu vou lutar contra mim mesmo e finalmente assumir quem sou? Assumir que tenho defeitos, que tenho pré-conceitos. Até quando a síndrome de Super-Homem vai persistir? De ser polido, educado e correto...Ufa. às vezes é melhor não pensar! Grito aqui pois este é o meu exercício. Tento esquecer a razão. O pensar! O que vem? Silêncio...
***

sexta-feira, 15 de maio de 2009



De onde partiu o pessimismo de Tenessee?


No processo de criação a partir das obras desse autor experimentamos uma fotografia em sépia (como bem disse Alex Tenório), descobrindo o poder que há além das palavras, o silêncio é poderoso O gesto revelando o indigesto.

THOMAS LANIER WILLIAMS é o seu nome de batismo. Nascido em Columbus, Sul dos Estados Unidos, em 1914 foi viver em St. Louis, Mississípi. Ali, por causa do seu sotaque sulino, os amigos lhe deram o apelido de Tennessee. Assim, em homenagem à sua origem e ao sobrenome dos pais, o dramaturgo passou a assinar Tennessee Williams.
Aos olhos do pai, Cornellius Williams, Tennesse parecia um menino frágil e inconsequente. Foi para o irmão mais novo, Darkin, que se dirigiram todas as atenções e carinhos. Incompreendido e ludibriado pelo pai, refugiou-se na doçura da mãe. Dos avós maternos guardou lembranças mais amenas. Aristocratas decadentes, os velhos acobertavam a precariedade econômica e o ocaso social através de requintes cotidianos, fineza nos gestos e formalismos nas relações pessoais.
No ano de 1919, em St. Louis, um posto modesto numa fábrica levou seu pai a alterar o orçamento doméstico e mudar o padrão de vida da família. Até então, Tennessee não conhecia a pobreza.
Os avós maternos fizeram de tudo para esconder do menino a lamentável situação da família. Mas a miséria de St. Louis, com seus bairros pobres e sua gente cansada, humilhada pelo desemprego e pela fome, saltava à vista.
Também foi em St. Louis que Tennessee apaixonou-se pela primeira e única vez. O pai não permitiu o namoro, pois a jovem era neta de um empregado da loja onde trabalhava e sua mãe era divorciada o que para ele, não lhe conferia qualquer respeito moral.
Em 1931, ingressou na faculdade de jornalismo e sofreu nova ofensiva do pai quando foi recusado pelo exército. Veterano de guerra, o pai considerou a isenção do filho na carreira militar como uma afronta pessoal. Para puni-lo, obrigou-o a abandonar o jornalismo e empregou-o como auxiliar na fábrica de calçados.
A partir daí, Tennessee passou a freqüentar bares onde se promoviam orgias e bebedeiras.Viciando-se pouco a pouco no ócio e no álcool, sofreu um penoso processo de degradação física e mental. Acabou internado num sanatório alcoólatra, considerado inútil e ocioso.
Ainda no sanatório, Tennessee esboçou seu primeiro texto teatral, Cairo! Xangai! Bombaim!(1935), onde demonstrava o mundo marginal que o conduzira ao esgotamento nervoso. Ainda sobre o mesmo tema, escreveu mais três peças: The Magic Tower (1936), Candles to the Sun (1936) e The Fugitive Kind (1937).
Esses primeiros trabalhos apesar de terem sido bem recebidos pelo público da cidade de Memphis onde convalescia , não o arrancaram do anonimato. Ansioso por promover-se além do amadorismo, Tennesse fez uma nova tentativa, enviando quatro peças de um ato para um concurso de dramaturgia de Nova York. A coletânea, reunida sob o nome de American Blues, foi premiada com a quantia de 100 dólares.
Foi assim que uma agente de Hollywood entusiasmou-se com a qualidade dos textos e o chamou para escrever roteiros de cinema. Mas o único roteiro que conseguiu concluir foi recusado e ele acabou perdendo o contrato.
Tennessee reagiu à depressão e escreveu sua primeira peça realmente estruturada em termos teatrais: À Margem da Vida (The Glass Menagerie, 1945) baseada no episódio de sua vida em que refugiou-se em seu quarto pintado de branco e enfeitado com um zoológico de animaizinhos, tudo para tentar fugir da insensibilidade do pai e da miséria em que vivia.
Encenada com estrondoso sucesso de público e crítica, a peça colocava-o, finalmente, na vanguarda teatral, chamando a atenção dos principais produtores dos Estados Unidos.
Procurado com insistência pelo meio teatral e elogiado pela imprensa, Tennessee Williams entrou na roda viva do sucesso.
Mas não foi tão agradável como ele imaginara. Tornar-se um homem público exigia compromisso e alianças muitas vezes desprezíveis, que violentavam a sua sensibilidade.
Bombardeado pela publicidade e devassado em sua vida íntima, o dramaturgo chegou a ter saudade do tempo em que era apenas um poeta anônimo, amargando suas angústias no meio da madrugada.
Em 1944 submeteu-se a uma operação de catarata e foi convalescer no México, onde pela primeira vez, depois de sentir o gostinho do sucesso, conseguiu um pouco de tranqüilidade. Criticou-se e comentou o mal que a fama lhe fizera num artigo belíssimo: A Catástrofe do Sucesso.
Mais duas peças nasceram desse período de crítica e repouso: Um Bonde Chamado Desejo (A Streetcar Named Desire, 1947) e Anjo de Pedra (Summer and Smoke, 1947).
Laureado, elogiado, sem nenhum obstáculo profissional, tendo em mãos os produtores e diretores de teatro mais importantes do mundo, Tennessee foi descansar em Roma.
Pela primeira vez não se sentia estéril ao término de uma peça, pois já estava produzindo um romance: A Primavera da Sra. Stone (The Roman Spring of Mrs. Stone, 1950) e uma nova peça, A Rosa Tatuada (The Rose Tattoo, 1951). Este foi o primeiro texto onde não se vê apenas sofrimento e marginalidade. Tennessee fez essa comédia num período feliz, no auge do sucesso. Mas a montagem de 1951 trouxe o primeiro fracasso: “A Rosa” não foi bem recebida pela crítica, que detestou seu otimismo lírico.
Deprimido com o fracasso, retomou uma antiga peça em um ato, Ten Blocks on Camino Real e escreveu Camino Real (1953). Mas os aplausos não vieram. A peça foi considerada vazia e idealista.
Em 1955 escreveu Gata em Teto de Zinco Quente (Cat on a Hot tin Roof), que lhe rendeu novamente a alegria perdida dos aplausos. E os prêmios Pulitzer e Critc’s Award.
Menos ancioso, escreveu a peça de que mais gosta: A Descida de Orfeu (Orpheus Descending, 1955), recolocando nela o tema da alma torturada pelo desejo. Desta vez, com mais veemência, a crítica o arrasou: Orfeu foi considerada uma peça moralista e superficial, e Tennessee ficou gravemente abalado em sua autoconfiança. Afinal, se Orfeu seria, em sua opinião, a melhor peça que escrevera, por que esse repúdio da crítica?
Temendo, mais que a esterilidade, a incapacidade de julgar o próprio trabalho, entrou em crise de depressão. Com a morte do pai, em 1956 e tendo perdido a avô em 1958, Tennessee decidiu fazer psicanálise. Preferiu mergulhar em seus fantasmas interiores, mesmo que esse mergulho o ferisse mais que o fracasso.
No Último Verão (SuddenlyLast Summer, 1958) é a peça da chamada fase psiquiátrica. Sebastian, principal personagem, é um homossexual que é devorado por uma turma de rapazes. Interrogado sobre o porquê desse terrível episódio, Tennessee afirmou: O indivíduo é um antropófago da pior espécie . Todo mundo está disposto a devorar todo mundo.
Devido a essa afirmação, a fase psiquiátrica foi também chamada de fase antropofágica. E acabou exatamente quando o dramaturgo deixou as sessões de psicanálise.
Tennessee ingressou numa nova etapa, fusão de todas as anteriores.
Doce Pássaro da Juventude (Sweet Bird of Youth, 1959), Período de Ajustamento (Period of Adjustment, 1960) e Noite do Iguana (The Night of the Iguana, 1962) são as principais peças escritas depois da psicanálise. Elas continham os mesmos temas dos outros textos solidão, marginalidade e violência mas não agradaram à crítica.
Doce Pássaro de Juventude conta a história de uma velha atriz e seu amante. A mesma trama reaparece em The Milk Train Doesnt Stop Here Anymore (1964) que mais tarde seria adaptada para o cinema.
Quando Tennessee escreveu The Seven Descendents Of Myrtle (1968), os jornais simplesmente tentaram destruí-lo. Somente em 1970 ele encontraria forças para voltar a expor-se publicamente. Nesse mesmo ano, decidiu procurar um novo rumo para sua dramaturgia e um novo estilo para suas personagens.
Temas centrais foram mantidos: morbidez, marginalidade e repressão sexual. Foi a linguagem que mudou: tornou-se fria, distanciada. E as personagens também são mais desgrenhadas que as anteriores, não lhes sobrando uma ponta de dignidade.
Nas peças anteriores, apesar de contundidas, as criaturas de Tennessee mantinham certa decência pessoal, dentro de um código de ética muito particular. Agora elas seriam predominantemente mesquinhas e medíocres.
O conto O Campo das Crianças Tristes, onde desafogou o sofrimento no período de repressão, foi publicado na revista Weird Tales. Ali o autor usaria, pela primeira vez, um pseudônimo.
Quanto aos sucessos e fracassos, Tennessee afirmou: Cada escritor, ao longo de sua vida, exprime um único tema. Para mim, esse tema é a necessidade de compreensão.
TENNESSEE WILLIAMS escreveu quase toda sua obra a partir de uma visão pessimista do mundo. Moralista, ele não conseguia enxergar seu semelhante como alguém capaz de engendrar uma nova sociedade, com sentimentos e valores menos condenáveis.
De acordo com ele a humanidade é uma esperança perdida. Cada homem está trancado dentro de si mesmo e sua alma é semelhante a um poço onde só o sofrimento se agita. Solidão, loucura e marginalidade são os destinos das criaturas que se corrompem no dinheiro e no desejo os carcereiros da alma. Os únicos companheiros do indivíduo são o medo e a solidão, e para eles não há remédio, não há cura.
Suas personagens, portanto, são criaturas tristes: bêbados, poetas vagabundos, operários humilhados, mulheres reprimidas, homossexuais atordoados pela perseguição, atores sem papel, damas decadentes, virgens loucas, prostitutas feridas. Todos, sem exceção, tem o mesmo estigma: estão sós.
Sua dramaturgia caracteriza-se como uma longa e penosa confissão solta no tempo e no espaço. Acreditando que a natureza humana é basicamente corrompida e miserável, ele juntou ao pessimismo filosófico uma neurose pessoal, que nem a psicanálise conseguiu amenizar. Mas se os personagens pertencem ao mundo dos marginais e dos doentes, também são fruto da mais sincera compaixão humana.
Em Anjo de Pedra, John e Alma personagens principais são figuras antagônicas. John é a personagem materialista e mesquinha. Alma é o espírito puro e torturado pelo desejo. A peça, que discute o desejo sexual reprimido e a alma torturada, foi montada em 1947, na cidade de Dallas, e obteve grande o sucesso.
Um Bonde Chamado Desejo também possui como tema central a luta moralista e obsessiva. Blanche é a alma e Stanley o corpo da peça. Stanley Kowalsky, o principal personagem masculino, tem muito da violência do velho Cornellius, o pai de Tennessee. Blanche Dubois, a protagonista, é sobretudo uma criatura sensível, semelhante à figura de sua mãe.
Enquanto seu estilo o aproximava do público, também o separava da crítica. Os críticos julgavam-no um autor superficial, distante da realidade. Arthur Miller, dramaturgo norte-americano de idêntico sucesso, chegou a afirmar que enquanto Tennesse não mergulhasse suas personagens na história, elas jamais seriam verdadeiramente humanas e não passariam de ficção novelesca. O dramaturgo teria sempre que usar o artifício formal da crueldade para manter vivo o interesse do público.
Mas, se Anjo de Pedra foi sucesso de público, Um Bonde Chamado Desejo foi além do esperado. Encenado em todo o mundo, a peça foi traduzida em várias línguas e deu a Tennessee os prêmios Pulitzer e Critcs Award.


°TEXTOS EM EXERCÍCIO:
O matadouro municipal
O Palooka
Essa propriedade esta condenada
Fala comigo doce como a chuva
E contando histórias tristes...
Porque você fuma tanto Lily?
O quarto escuro
Escape

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Atualização dos Blog's do Processo 12!!

Aprendizes, mestres, companheiros e comunidade elt!!
Venho por meio desse singelo post!!Informar que o blog será sempre atualizado com maior frequência!!
Por isso por favor passem aqui, deixe suas impressões, suas opiniões, seja o que for!
Atualizaremos sobre o processo iniciado nesse primeiro semestre com os mestres da nossa formação desse ano "letivo"
Interpret[ação]: Alexandre Tenório e Denise Weinberg
História do Teatro e pratica Épica : Alexandre Mate
Aula de Música e Voz: Cristiano Gouveia
Aula de Corpo: Verônica Nobili
Algumas diretrizes do nosso processo!
Melodrama e Realismo
Teatro Épico
História do Melodrama e seus afluentes
História do Samba
Assis Valente
Suzuki
Tennesse Willians
Ionesco
Bem vindos!!

O Tempo Urge!

Como tenho percebido que tenho ficado sem tempo, ao mesmo tempo mto tempo!!Como isso é engraçado!Cenas, textos, dissertações, conversa barata, pausa para lanchinho, pausa para risada, opera luz, resolve cena....Ufa o tempo corre, se esvai, se vai perdido sem dar noticias quando vejo em meu relogio são quase meia noite e já é hora de dormir pra amanhã começar denovo!!Começar o que denovo um novo alguem, SIM!!Um novo processo!Cada dia mais parece que me apaixono denovo sabe aquela paixonite juvenil que vc tinha?Aquela que vc acha a pessoa perfeita e cada vez mais se apaixona, beirando até um amorplatonico!!E como tenho me sentido com o processo!Zen Wilde, Melodrama, A lição, batuque, improvissa, imagem!!E um processo que demorou pra começar, um processo que tardou, mas acho q engrenou, a fadiga acho q começa a ser mostrada, trabalho, trabalho e mais trabalho!!Vamos minha gente que como diria o pastor Willian falou!"Deus Não Quer Preguiçoso Em Sua Obra"No mais aguarde novidades da semana!!
Câmbio
Muca

O MELINDRE

Denise Weinberg nos presenteou com um texto sobre o Melindre (que virou uma palavra muito falada entre nós, já que estamos tentando acabar com ele).

O MELINDRE

O melindre - filho do orgulho- faz a criatura se situar acima do bem de todos.

O melindre gera a a prevenção negativa, agravando problemas e acentuando dificuldades, ao invés de aboli-los.

Essa alegria moral demonstra má vontade e transpira incoerência, estabelecendo doenças obscuras nos tecidos sutis da alma.

Evitemos tal sensibilidade de porcelana, que não tem razão de ser.

- É o colaborador do jornal que vê o artigo recusado pela redação e que se supõe menosprezado, encerrando as atividades na imprensa.

- É a cooperadora da assistente social, cuja passagem de aniversário é esquecida, então se mostra ferida, caindo na indiferença.

-É o doador de alguns donativos, cujo nome foi omitido nas citações de agradecimento e, surge magoado, esquivando-se de nova operação.

- É a pessoa que se sente desatendida ao procurar o companheiro cuja colaboração necessita, nos horários em que esse mesmo companheiro, necessita trabalhar a fim de prover a sua subsistência.

Fujamos da condição de sensitivos humanos, convictos de que a honra reside na tranquilidade de consciência, sustentada pela humildade do dever cumprido.

O melindre só piora para o estado daquele que o sente, sem melhorar a ninguém.